Fisioterapia Buco-Maxilo-Facial

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MITOS SOBRE A DOR




A dor musculoesquelética é o problema mais comum de dor e de alto custo para a sociedade.

Este tipo de dor pode surgir de músculos, ligamentos, articulações e ossos, mas nem sempre nós conhecemos as causas. A dor musculoesquelética pode ser local ou pode agravar-se com o tempo e generalizar-se. Se ela persistir por
muito tempo, pode tornar-se pior e estender-se a outras áreas. Isso se deve ao
fato de a dor mudar seu comportamento e tornar-se mais sensível.

Esclarecendo mitos sobre a dor:

A dor é sempre um sinal de que tenho uma lesão que precisa ser tratada para eu me sentir melhor?
Em parte sim. Após uma dor aguda, a dor está diretamente relacionada com a lesão. Por exemplo, se você torcer o tornozelo, levará de 6 a 8 semanas em geral para melhorar e logo depois a dor irá
desaparecer. Então é certo que em dores agudas, há indícios de que há uma lesão
que deva ser tratada. No entanto, em dores crônicas, a crença de que a dor
indica um problema que deva ser curado é geralmente falsa. Em muitos
transtornos, a dor está presente mesmo que não haja nada que possa ou deva ser
tratado.
Hoje em dia sabemos que a dor crônica está ligada a alterações no sistema nervoso (nervos, medula e cérebro), de modo que a intensidade dos sinais da dor não se relaciona necessariamente com o grau de
dano ou lesão. Isso se deve ao fato de que estas alterações do sistema nervoso
amplificam os sinais da dor e nos fazem senti-la mesmo quando não há um dano
permanente.
Se eu me exercitar, como instruído pelo meu médico ou fisioterapeuta, a dor irá piorar?
Este mito é falso. Na maioria das alterações agudas após uma lesão, um programa de exercício ou uma vida ativa, são fundamentais para uma recuperação rápida e completa. Você deve consultar um
médico ou fisioterapeuta para saber qual o programa adequado para você. Na fase
crônica, o exercício é um dos mais eficientes tratamentos. Alguma pessoas podem
sentir aumento da dor ao iniciar um programa de exercícios,mas após algum tempo
nota-se uma redução da dor e melhora na capacidade funcional.

Traduzido por Dra. Bianca Lefosse http://fisioterapialefosse.blogspot.com/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

BOA POSTURA FRENTE AO SEU PC


                        Recomendações para a postura sentada.

- Este texto foi elaborado para proporcionar um maior conforto aos usuários que estão acompanhando o Blog. Vale lembrar que não a necessidade de fazer tudo que solicito, mas o máximo possível que tiverem ao alcance de vocês. Darei um breve fundamento teórico para conhecimento de todos e por fim as instruções de uma boa postura frente ao seu PC.


- A incidência dos problemas relacionados às dores da coluna são tão freqüentes que devem ser tratadas como se fossem uma doença epidêmica e social. (KNOPLICK, 2003)


- De acordo com Nachemson e Jonsson (2000), 80% da população referem ou já referiu dores lombares e são freqüentes entre 25 e 45 anos de idade, em ambos os sexos, atingindo assim o ser humano no período de maior produtividade. Em Homens a uma maior incidência na região lombar e na mulher na região cervical. Viel e Esnault (2000) afirma que a influência do envelhecimento é um fator determinante, após os 35-40 anos de idade, se percebe uma redução da resistência em permanecer sentado por longos períodos. Essa tendência do mundo moderno em permanecer por longos períodos sentados na realização de suas atividades leva a um aumento do quadro algico (dor).
- Conforme Moraes (1992) a pressão exercida sobre os discos intervertebrais é maior quando se está sentado, mesmo com o tronco ereto, em torno de 40% maior que na posição de pé, como mostra o gráfico acima. Quando se flexiona (inclinação para frente) o tronco a situação é ainda pior, exerce uma pressão de 90% comparado na posição de pé. Podendo levar com o tempo a lesões tanto nos discos intervertebrais (Hérnias) como nas vértebras (osteófilos/bico de papagaio,etc) e até áreas periféricas a coluna (dores irradiadas para os membros inferiores).
- O mesmo Nachemson e Jonsson (2000) em suas pesquisas, constatou que o disco ao ser inclinado para frente em apenas 8º a pressão intradiscal era aumentada em 1,5Kg/cm2, o que corresponde a aproximadamente 20Kg de carga externa. Isso nos da uma noção de como sobrecarregamos nossos discos e ligamentos quando inclinamos nosso tronco ao se "debruçar" em cima do teclado para escrever.



- Para uma boa postura Olivier e Middleditch (1998) sugere a inclinação do assento para torna-lo mais confortável, pois essa inclinação influência na pressão exercida sobre os discos e ligamentos. Ele ressalta que um assento inclinado para trás estimula a flexão da coluna lombar sobrecarregando as estruturas ainda mais. Com 5º de inclinação do assento para frente (representação do meio no gráfico ao lado) o indivíduo pode ficar ereto flexionando apenas 25º de flexão lombar, que pode ser reduzida para 15º quando o assento é inclinado 15º para frente. Este tipo de assento também inclina o corpo para mais próximo da superfície de trabalho, proporcionando uma maior comodidade.


- Após essa base teórica percebe-se que é comum e nociva essa dor lombar, felizmente temos como reduzir esse desconforto adotando algumas medidas em nosso modo de sentar. Como sugeri o texto à cima, ter um assento inclinado 15º de preferência é fundamental. Devemos nós ater também aos pés que devem estar apoiados, os joelhos assim como as articulações do quadril devem ficar a 90º ou mais, as costas apoiadas, cúbito (cotovelos) a 90º , antebraços apoiados para aliviar a tensão dos ombros e o monitor na altura dos olhos para deixar a cervical em posição neutra (ver figura a baixo).
- Praticando essas recomendações com certeza contribuirá para uma melhor qualidade de vida frente ao seu PC. Lembrando também que não custa nada de hora em hora se levantar para tomar um copo de água ou até mesmo se alongar, a sua coluna só tem a agradecer.



Referências Bibliográficas


KNOPLICH, J. Enfermidades da coluna vertebral: uma visão clínica e fisioterapêutica. 3 ed. São Paulo: Robe, 2003;

MORAES, A. Diagnóstico ergonômico do posto de trabalho do digitador. Tese de Doutorado. v 3. Escola de comunicação; Universidade do Rio de Janeiro, 1992;

NACHEMSON A; JONSSON E. Neck and back pain: The Scientific Evidence of Causes, Diagnosis, and Treatment. Philadelphia: Lippincott, Williams & Wilkins, 2000;

OLIVIER, J; MIDDLEDITCH, A. Anatomia funcional da coluna vertebral. Rio de Janeiro: Revinter Ltda, 1998;

VIEL, E; ESNAULT M. Lombalgias e cervicalgias da posição sentada. 1 ed. São Paulo: Manoli, 2000;




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

DICAS PARA SEU BEM-ESTAR CORPORAL

"Nem duro, nem mole demais. O colchão deve ser firme e flexível, ao mesmo tempo ser confortável e dar a sustentação necessária para suportar todo o peso do corpo. O colchão ideal exerce uma pressão correta no corpo sustentando o mesmo em toda a sua extensão tornando o ato de dormir muito mais agradável e apropriado" Uma pessoa passa praticamente 1/3 de sua vida dormindo. O período de repouso é fundamental para o relaxamento dos músculos. Dormir bem e corretamente é uma necessidade fisiológica e tão importante quanto fazer exercícios físicos e ter uma alimentação adequada, pois é quando o corpo restabelece o seu equilíbrio.



     Dorme mal? Pode ser o colçhão; saiba como escolher o ideal para você.

Uma noite maldormida pode acarretar:

- Olheiras;
- Mau-humor;
- Dificuldade de concentração;
- Reduzir a eficiência do sistema imunológico;
- Alterar o equilíbrio hormonal;
- Ocasionar maior probabilidade de estado pré-diabético, obesidade, depressão, ansiedade e dificuldade de cognição.

O sono é revigorante, restabelece o organismo dos desgastes diários, recuperando a energia.
Uma das principais queixas relacionadas à má qualidade do sono é o conforto proporcionado pelo colchão.

A maioria das pessoas não dá muita importância a isso.
Existem fatores determinantes que fazem diferença na escolha do colchão. A principal delas é que o colchão precisa estar de acordo com o seu biótipo. O colchão deve propiciar conforto para acomodar ombros e quadril de forma igual. É importante testar o colchão sempre que for efetuar uma compra e observar o selo de qualidade.

É fundamental verificar o tipo de "recheio" do colchão, ou seja, de quantas camadas de espuma ele é feito, quanto mais espuma tiver, melhor. Se de mola, as molas ensacadas reduzem a vibração ao longo de toda a superfície do colchão. A largura, densidade e comprimento também são importantes.

Cada indivíduo tem uma preferência própria, alguns preferem colchões firmes, outros macios, cada tipo de molejo e densidade oferece um grau de firmeza diferente. No entanto, nos colchões de espuma a liberdade de escolha fica limitada ao fator peso, que é determinante para esse tipo de produto. Já os colchões de molas permitem uma maior liberdade de escolha.

Densidade muito macia deve ser evitada

Um colchão com densidade muito macia não apresenta a resistência necessária para a sustentação do corpo, causando desconforto, distensão e compressão no sistema vertebral. A permanência na postura inadequada submete o corpo a uma sobrecarga mecânica, que pode originar síndromes dolorosas, provocada pelas tensões das cadeias músculoesqueléticas.

Nem duro, nem mole demais. O colchão deve ser firme e flexível, ao mesmo tempo ser confortável e dar a sustentação necessária para suportar todo o peso do corpo. O colchão ideal exerce uma pressão correta no corpo sustentando o mesmo em toda a sua extensão tornando o ato de dormir muito mais agradável e apropriado.

Considere que mudemos de posição de 35 a 60 vezes por noite, o que faz com que a escolha de um colchão seja uma atitude de grande importância. Como mudamos constantemente de posição, isso auxilia a "marca" do formato do corpo se o colchão for ruim e nos colchões semiortopédicos e ortopédicos isso não acontece, ou demora muito a acontecer.

Existem colchões ortopédicos, magnéticos, de água, infláveis, espuma, viscoelástico e os chamados normais, cujas densidades variam de acordo com o tipo de enchimento.

Qual melhor hora para trocar o colchão?

Verifique a garantia de seu colchão. Todo colchão que expira a garantia perde suas propriedades físicas.

Forro

O forro é parte integrante do colchão e junto com o lençol mantém a higiene e aumenta o conforto. Um bom forro absorve a umidade desprendida do corpo e espalha-a na superfície. A umidade da transpiração é absorvida pelos materiais utilizados no forro. .

Nosso corpo pode carregar-se de carga elétrica, mesmo quando dormimos e nos mexemos e friccionamos o corpo nos tecidos dos lençóis, pijama, etc. Esse fenômeno por si só é praticamente inofensivo, mas influencia o sono. Se a tensão não for eliminada do corpo, ficamos mais nervosos, agitados e sob tensão.

É importante que o corpo possa descarregar essa tensão, é justamente isso que fazem alguns tecidos. Esses fios atraem a eletricidade estática e expelem-na no ar. Assim o sono torna-se mais profundo e o repouso mais reparador.

domingo, 5 de setembro de 2010

REEDUCAÇÃO POSTURAL PARA DENTISTAS

     DESORDENS MUSCULOESQUELÉTICAS EM DENTISTAS


Durante as últimas décadas têm-se dado especial atenção à relação existente entre trabalho e patologias ocupacionais e o quanto isso pode influenciar negativamente a saúde do trabalhador. A odontologia é umas das profissões que mais evidencia esta relação, uma vez que expõe o profissional a uma postura estática alterada durante uma jornada excessiva de trabalho. Este posicionamento geralmente envolve flexão de quadril e da coluna, elevação dos membros superiores, assim como rotação da coluna e cabeça para o mesmo lado, favorecendo o surgimento de assimetrias importantes por gerar um encurtamento e aumento da tensão muscular de forma assimétrica. Ainda podemos perceber que os grupos musculares mais envolvidos, como por exemplo trapézios, extensores de punho e dedos, flexores de ombro e cotovelo não estão preparados para suportarem tal tensão, visto que a musculatura superficial, responsável por realizar movimentos rápidos e de força, são submetidos à uma carga estática, isométrica e fadigam com facilidade, transmitindo este estresse para os tendões, gerando dores, tendinites, etc.

Por outro lado, a musculatura mais profunda do nosso corpo, responsável por manter a nossa postura estática e em equilíbrio quando não é exercitada de forma correta, entra em situação de insuficiência e não permite o controle ideal da postura, assim como um bom alinhamento das estruturas corporais, Este fator favorece o surgimento de dores e possíveis patologias osteomusculares, prejudicando sobretudo o rendimento profissional.

As principais regiões acometidas com esta sobrecarga são: coluna vertebral (principalmente região cervical), ombros e musculatura extensora de punho.


PRINCIPAIS FATORES AGRAVANTES:


  • Falta de exercícios físicos;
  • Movimentos repetitivos e mantidos;
  • Poucos intervalos na jornada de trabalho;
  • Má adequação do ambiente e dos instrumentos de trabalho;
  • Sobrecarga muscular para manter posturas repetitivas.
Desta forma, a fisioterapia têm sido procurada por estes profissionais, por oferecer técnicas que possibilitem o alívio das dores e tensões musculares e que abordem o realinhamento e estabilização da postura corporal, evitando o surgimento de crises álgicas que prejudiquem a atividade laboral.


Ao aliviar o paciente dos sintomas álgicos será preciso eliminar o agente causador da dor, para não haver recidiva da queixa. A proposta de tratamento deve ser globalizada, analisando o indivíduo como um todo, e trabalhando especificamente a reeducação postural, alongamento das cadeias musculares encurtados, fortalecimento das cadeias enfraquecidas, traçando metas que visem o reequilíbrio biomecânico deste paciente.